Nem mansões, nem Ferraris: o que os bilionários compram quando já têm tudo?

Nem mansões, nem Ferraris: o que os bilionários compram quando já têm tudo?
Nem mansões, nem Ferraris: o que os bilionários compram quando já têm tudo? Imagem/IA

Para a maioria das pessoas, ter uma mansão, uma Ferrari na garagem e dinheiro suficiente para nunca mais trabalhar seria a definição de riqueza. Mas o que acontece quando alguém já conquistou tudo isso e ainda possui bilhões na conta?

No universo dos super-ricos, o luxo vai muito além de roupas de grife, relógios exclusivos e carros esportivos. Para uma pequena parcela da população mundial, o dinheiro compra algo ainda mais difícil de conseguir: privacidade, liberdade, experiências extraordinárias e acesso a lugares que poucas pessoas conhecerão.

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De ilhas particulares a viagens espaciais, algumas das extravagâncias dos bilionários parecem ter saído de um filme de ficção científica.

Ilhas particulares: um pedaço do mundo só para chamar de seu

Enquanto algumas pessoas sonham em passar férias em uma ilha paradisíaca, outras simplesmente compram uma.

O empresário britânico Richard Branson, fundador do Virgin Group, é um dos exemplos mais conhecidos. Em 1978, ele adquiriu Necker Island, nas Ilhas Virgens Britânicas, por aproximadamente US$ 180 mil.

Na época, a ilha praticamente não tinha infraestrutura. Décadas depois, transformou-se em um dos refúgios privados mais famosos do Caribe, com acomodações sofisticadas, praias preservadas e serviços exclusivos.

Nesse nível de riqueza, o verdadeiro privilégio não é apenas apreciar uma paisagem paradisíaca, mas poder desfrutá-la longe de multidões.

Submarinos particulares: o luxo também está debaixo d’água

Ter um superiate já não é suficiente para alguns milionários e bilionários. A nova fronteira da exclusividade também está nas profundezas do oceano.

Fabricantes especializados, como a Triton Submarines, desenvolvem submarinos particulares capazes de transportar passageiros para explorar o mundo subaquático.

Dependendo do modelo, essas embarcações podem custar milhões de dólares e funcionar como acessórios de superiates.

Imagine sair da própria embarcação, entrar em um submarino e observar a vida marinha a centenas de metros de profundidade, sem precisar participar de uma expedição turística convencional.

Viagens espaciais: quando nem o planeta é suficiente

Se praticamente todos os destinos da Terra estão ao alcance de uma fortuna bilionária, por que não viajar para fora dela?

O empresário Jared Isaacman levou essa ideia a outro patamar ao financiar e comandar a missão privada Inspiration4, realizada em 2021 pela SpaceX.

A viagem colocou quatro civis em órbita terrestre, demonstrando como o turismo espacial começou a deixar o campo da ficção científica.

Embora ainda seja uma experiência extremamente restrita, o espaço passou a representar uma nova fronteira de prestígio e aventura para pessoas com recursos extraordinários.

Obras de arte: centenas de milhões por uma única pintura

Para alguns colecionadores, possuir algo que ninguém mais pode ter é mais importante do que seu valor material.

Um dos maiores exemplos é o Salvator Mundi, pintura atribuída a Leonardo da Vinci, arrematada por impressionantes US$ 450,3 milhões em um leilão da Christie’s, em 2017.

O valor estabeleceu um recorde para uma obra de arte vendida em leilão.

Nesse mercado, a raridade, a história e a possibilidade de possuir uma peça praticamente insubstituível ajudam a explicar cifras que ultrapassam o preço de muitos edifícios de luxo.

Carros feitos sob medida: quando uma Ferrari comum não basta

Existe uma diferença entre comprar um carro de luxo e encomendar um automóvel que praticamente ninguém mais poderá ter.

A Rolls-Royce, por exemplo, desenvolve projetos altamente personalizados para clientes que desejam veículos exclusivos.

Um dos casos mais impressionantes é o Rolls-Royce Boat Tail, apresentado em 2021. O automóvel possui uma área traseira inspirada em embarcações de luxo, com compartimentos para utensílios de piquenique, taças e outros acessórios.

O projeto demonstra como a personalização extrema se tornou uma das principais expressões de riqueza.

Afinal, para quem pode comprar praticamente qualquer automóvel, a verdadeira exclusividade está em possuir algo criado especialmente para si.

Bunkers de luxo: pagar milhões para desaparecer

Nem todas as extravagâncias dos super-ricos foram criadas para impressionar outras pessoas.

Alguns compradores de altíssimo poder aquisitivo investem em propriedades isoladas, sistemas avançados de segurança e instalações subterrâneas preparadas para situações de emergência.

Existem empresas especializadas em bunkers de alto padrão, com dormitórios, cozinhas, sistemas de filtragem de ar e espaços de convivência.

Nesses casos, o luxo não está necessariamente no que os outros conseguem enxergar, mas na sensação de segurança e autonomia.

O verdadeiro luxo dos bilionários não tem etiqueta de preço

Embora mansões, carros raros e joias continuem sendo símbolos de riqueza, existe algo que une boa parte dessas extravagâncias: a busca por experiências difíceis de reproduzir.

Uma ilha oferece isolamento. Um submarino permite explorar lugares inacessíveis. Uma viagem espacial proporciona uma experiência que pouquíssimas pessoas viveram. Uma obra de arte rara garante a posse de algo único.

No topo da pirâmide financeira, o luxo deixa de ser apenas uma questão de preço e passa a envolver aquilo que o dinheiro consegue tornar exclusivo.

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