O relógio raro de Zuckerberg que dominou a Semana de Moda de Milão

O relógio raro de Zuckerberg que dominou a Semana de Moda de Milão
O relógio raro de Zuckerberg que dominou a Semana de Moda de Milão. Reprodução/Instagram

Quando Mark Zuckerberg apareceu na primeira fila do desfile da Prada durante a Milan Fashion Week, os flashes estavam voltados para a coleção. Mas foi o que estava em seu pulso que realmente dominou as conversas.

Mark Zuckerberg usava uma peça da manufatura suíça Greubel Forsey, uma das marcas mais reverenciadas da alta relojoaria independente — conhecida por produzir alguns dos relógios mais complexos e artesanalmente finalizados do planeta.

E os números explicam por quê.

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Proporções clássicas, construção densa e equilíbrio absoluto

O relógio tem 39 mm de diâmetro, aproximadamente 10,5 mm de espessura e cerca de 45 mm de distância entre as asas (lug-to-lug).

Na prática, isso significa presença firme no pulso, mas sem exagero. Nada de caixas superdimensionadas ou estética esportiva chamativa. A proposta aqui é refinamento técnico.

A caixa em ouro rosa acrescenta calor visual e um peso físico perceptível — uma escolha que reforça sofisticação sem recorrer a ostentação óbvia.

Engenharia mecânica inspirada nos cronômetros marítimos

No interior da peça está um movimento de corda manual manufaturado internamente, algo raro mesmo entre marcas de luxo.

Os dados técnicos impressionam:

  • Reserva de marcha de 72 horas
  • Frequência de 18.000 vibrações por hora (2,5 Hz)
  • Arquitetura tridimensional com acabamento manual extremo
  • Componentes polidos e angulados individualmente

A frequência de 18.000 vph é deliberadamente mais lenta do que o padrão moderno de 28.800 vph. Essa cadência evoca os antigos cronômetros marítimos, instrumentos históricos de navegação que priorizavam estabilidade, regularidade e precisão cronométrica.

Em outras palavras: é uma escolha que privilegia tradição mecânica em vez de performance industrial padronizada.

Minimalismo funcional — mas com execução obsessiva

O mostrador segue um design purista:

  • Horas
  • Minutos
  • Pequenos segundos

Nada de complicações extras, calendário ou tourbillon aparente. A complexidade está na execução, não na quantidade de funções.

Mesmo sendo uma peça de altíssima relojoaria artesanal, mantém resistência à água de cerca de 30 metros — suficiente para o uso cotidiano, ainda que ninguém compre um relógio assim para mergulhar.

Produção quase microscópica

A Greubel Forsey é conhecida por fabricar pouquíssimas unidades por ano. Alguns modelos exigem milhares de horas de trabalho manual, com acabamento feito à mão em pontes, platinas e rodas do movimento.

Esse nível de artesanato coloca a marca no topo da relojoaria independente — ao lado de nomes que produzem mais obras de arte mecânicas do que acessórios de luxo.

Dependendo da configuração específica, o valor pode se aproximar da casa dos US$ 900 mil.

Do uniforme tech ao luxo silencioso

Durante anos, Zuckerberg simbolizou o minimalismo do Vale do Silício: camisetas básicas e moletom. A escolha de um relógio dessa magnitude sinaliza uma mudança cultural.

Não é um Rolex reconhecível à distância. Não é um modelo esportivo popular entre bilionários. É um relógio para conhecedores.

No universo da alta relojoaria, usar uma Greubel Forsey não é apenas mostrar poder aquisitivo — é demonstrar entendimento técnico.

E, na Semana de Moda de Milão, essa mensagem foi recebida com clareza.

Fonte: Luxury Launches

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