
Filas gigantescas, lojas fechadas por superlotação, intervenção policial e relógios revendidos por valores absurdos poucas horas após o lançamento.
A nova colaboração entre a Swatch e a Audemars Piguet se transformou em um dos fenômenos mais explosivos do mercado de luxo em 2026 — e mostrou que a febre do “luxo pop” está longe de acabar.
Batizada de “Royal Pop”, a coleção reinterpretou o icônico Royal Oak da Audemars Piguet em uma versão ousada, colorida e muito mais acessível do que os relógios tradicionais da maison suíça, conhecida por peças que frequentemente ultrapassam centenas de milhares de dólares.

O lançamento rapidamente saiu do universo da relojoaria e virou um evento cultural global. Em cidades como Nova York, Londres, Dubai, Paris e Tóquio, consumidores chegaram a acampar nas ruas dias antes da abertura das lojas para tentar garantir uma unidade do relógio.
Quanto custa o relógio da Swatch com a Audemars Piguet?
O modelo foi lançado oficialmente por cerca de US$ 400 a US$ 420, valor considerado “baixo” dentro do universo da alta relojoaria de luxo. Na conversão direta, o relógio custa aproximadamente entre R$ 2,2 mil e R$ 2,5 mil.
Mas o verdadeiro choque veio depois.
Poucas horas após o lançamento, versões da coleção “Royal Pop” já apareciam em plataformas de revenda por valores superiores a US$ 5 mil — e, em alguns casos, perto dos US$ 9 mil.
O motivo? Escassez extrema, distribuição limitada e o peso do nome Audemars Piguet.

O que torna a coleção “Royal Pop” tão desejada?
A Audemars Piguet é considerada uma das marcas mais exclusivas e respeitadas da relojoaria suíça. O Royal Oak, lançado nos anos 1970, revolucionou o setor ao criar o conceito de relógio esportivo de luxo em aço.
Ao unir esse DNA histórico à linguagem divertida e acessível da Swatch, a parceria conseguiu algo raro: transformar um relógio relativamente acessível em objeto de desejo instantâneo.
A coleção mistura:
- design inspirado no Royal Oak;
- estética retrô dos relógios POP da Swatch dos anos 1980;
- pulseiras vibrantes;
- construção em biocerâmica;
- forte apelo fashion e colecionável.
O caos nas lojas virou notícia mundial
O lançamento rapidamente saiu do controle em algumas cidades.
Segundo veículos internacionais, houve:
- tumultos em filas;
- uso de spray de pimenta pela polícia;
- fechamento temporário de lojas;
- confrontos entre consumidores;
- atuação intensa de cambistas e revendedores.
Em Nova York, algumas pessoas chegaram durante a madrugada para tentar comprar o relógio. Já em Dubai e Londres, multidões se formaram antes mesmo da abertura das unidades da Swatch.
A estratégia da marca foi baseada em lançamentos extremamente limitados, criando um efeito semelhante ao universo dos sneakers raros e colaborações de streetwear de luxo.
Audemars Piguet divide opiniões com parceria popular
Apesar do sucesso comercial, a colaboração também gerou polêmica entre colecionadores tradicionais.
Parte do mercado considera que a Audemars Piguet corre riscos ao associar sua imagem ultraexclusiva a uma marca de perfil popular como a Swatch. Outros enxergam a estratégia como uma jogada brilhante para aproximar a nova geração da alta relojoaria suíça.
Especialistas do setor afirmam que a parceria evidencia uma transformação importante no mercado de luxo contemporâneo: hoje, desejo e exclusividade são construídos tanto por hype cultural quanto por tradição artesanal.
O novo luxo vive de viralização

Nos últimos anos, o mercado premium passou a investir cada vez mais em lançamentos limitados, colaborações inesperadas e produtos altamente compartilháveis nas redes sociais.
A estratégia já havia dado certo com o MoonSwatch, criado em parceria com a Omega. Mas agora, com a Audemars Piguet, a Swatch levou o conceito a outro patamar.
O “Royal Pop” não virou apenas um relógio. Virou símbolo de status, item de coleção e peça de cultura pop global.
E o mais impressionante: tudo isso aconteceu em poucas horas.
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