
Uma pesquisa no ChatGPT teria desempenhado um papel inesperado na compra de um dos superiates mais impressionantes do mundo. Nikolay Storonsky, cofundador e CEO da fintech Revolut, afirma que a inteligência artificial ajudou sua equipe a descobrir quem havia sido proprietário de uma embarcação avaliada em cerca de US$ 400 milhões.
A história ganhou repercussão por fazer parte de uma disputa judicial envolvendo a compra do Nixie, superiate de 102,4 metros construído pelo estaleiro alemão Lürssen. Segundo a Luxurylaunches, a Cecil Wright & Partners cobra € 17,5 milhões — aproximadamente US$ 20 milhões — em comissão relacionada ao negócio.
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A versão apresentada pelos advogados de Storonsky, porém, coloca o ChatGPT no centro de uma parte importante da negociação.
ChatGPT teria ajudado a seguir a pista do proprietário
De acordo com a publicação, o family office do empresário teria utilizado o ChatGPT para pesquisar informações disponíveis publicamente e identificar o canadense Patrick Dovigi como antigo proprietário do iate.
Esse detalhe é relevante para o processo porque a corretora afirma ter desempenhado papel essencial na oportunidade de compra. Já a defesa de Storonsky sustenta que a ligação entre Dovigi e a embarcação foi descoberta de maneira independente.
A Cecil Wright & Partners contesta essa versão e alega que Storonsky e Dovigi concluíram posteriormente a negociação diretamente, evitando o pagamento da comissão.
A relação entre as partes havia começado antes. Em outubro de 2024, o family office de Storonsky procurou a corretora para tratar da construção de um novo iate. Em julho de 2025, surgiu o interesse em adquirir uma embarcação existente enquanto o novo projeto não ficava pronto.
Foi então que o superiate construído pela Lürssen entrou no radar. Storonsky chegou a inspecionar a embarcação na Alemanha e teria apresentado inicialmente uma oferta de aproximadamente € 300 milhões.
Após mudanças envolvendo a propriedade do barco, Dovigi voltou a ficar com a embarcação e, segundo os documentos citados pela Luxurylaunches, vendeu o iate a Storonsky por cerca de € 350 milhões, aproximadamente US$ 404 milhões, em janeiro de 2026.
Um resort particular de 102 metros
A história da compra chama atenção, mas o próprio Nixie ajuda a explicar por que a transação movimentou centenas de milhões.
Com 102,4 metros de comprimento, 15 metros de largura e 3.420 GT, o superiate utiliza propulsão diesel-elétrica apoiada por armazenamento de energia.
Entre suas atrações está uma piscina de borda infinita com fundo de vidro de 7,5 metros. O barco ainda possui um beach club de 126 m² e uma academia de impressionantes 144 m².
A lista de comodidades parece a de um resort de altíssimo padrão. Há instalações para crioterapia, spa, salão de beleza, sala de massagem, sauna e banho a vapor.
O Nixie também conta com cinemas interno e externo, heliponto que pode ser convertido em área recreativa, espaço para fogueira ao ar livre e ambiente para refeições teppanyaki. Uma mesa extensível permite acomodar até 22 pessoas.
A área reservada ao proprietário inclui escritório, dois closets, duas banheiras e dois chuveiros a vapor. Para viagens prolongadas, o superiate possui ainda uma sala hospitalar dedicada.
Luxo para poucos
Entregue pela Lürssen em junho de 2026, o Nixie acomoda até 12 hóspedes em dez cabines e opera com uma tripulação estimada entre 34 e 36 profissionais.
O iate também chegou ao mercado de charter com diária proporcional a um valor igualmente extraordinário: € 2,4 milhões por semana, antes das despesas adicionais.
Enquanto a Justiça deverá decidir a disputa envolvendo a comissão da venda, o caso acrescentou um elemento pouco comum ao mercado de superiates. Segundo a defesa de Storonsky, uma simples pesquisa com inteligência artificial teria ajudado a encontrar uma informação que se tornou importante em uma negociação de centenas de milhões de dólares.
Fonte: Luxury Launches
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