
Foram necessários quase 20 anos para que uma das apostas mais ambiciosas de Victoria Beckham no mundo dos negócios alcançasse um marco aguardado desde sua criação. A empresa de moda e beleza que leva o nome da britânica finalmente conseguiu registrar seu primeiro lucro operacional, encerrando uma longa trajetória marcada por investimentos elevados, prejuízos e questionamentos sobre a viabilidade financeira da marca.
Segundo informações publicadas pelo TheRichest, a Victoria Beckham Holdings alcançou lucro operacional de £ 7,3 milhões em 2025, resultado que representa uma mudança significativa em relação ao ano anterior, quando havia registrado prejuízo operacional de £ 1,6 milhão.
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O desempenho chama ainda mais atenção porque a grife foi fundada em 2008. Ou seja, foram 18 anos entre o lançamento da marca e a chegada desse resultado positivo.
Quanto fatura a marca de Victoria Beckham?
O avanço não ficou restrito à lucratividade. A receita total da companhia também apresentou crescimento expressivo.
De acordo com os números apresentados pelo TheRichest, o faturamento chegou a £ 129,8 milhões em 2025, alta de aproximadamente 15% em comparação com os £ 112,7 milhões registrados no ano anterior.
Outro indicador reforça a transformação financeira do negócio: o EBITDA passou de £ 2,2 milhões para £ 12,1 milhões, um salto de mais de cinco vezes.
O resultado ganha relevância especialmente diante do histórico da companhia. A marca passou anos operando no vermelho e acumulando perdas enquanto tentava transformar o prestígio de Victoria Beckham no universo da moda em uma operação sustentável.
Da Spice Girls ao mercado de luxo
Victoria Beckham lançou sua grife em 2008, anos depois de conquistar fama internacional como integrante das Spice Girls. A transição de celebridade para estilista, porém, não aconteceu sem resistência.
Ao longo dos anos, a britânica trabalhou para posicionar a empresa no segmento de luxo, apostando em uma estética sofisticada e minimalista. A operação cresceu e, em 2019, ganhou outro braço importante: a Victoria Beckham Beauty.
A divisão de beleza acabou se tornando fundamental para o negócio. Conforme destaca o TheRichest, produtos de maquiagem e cuidados pessoais ajudaram a ampliar o alcance comercial da companhia e diversificar suas fontes de receita.
Um dos destaques é o Satin Kajal Liner, delineador que se transformou em um dos produtos mais conhecidos da marca. O sucesso da área de beleza passou a funcionar como complemento estratégico à operação de moda.
O que mudou no negócio?
A chegada ao lucro não aconteceu apenas por causa do aumento das vendas. Uma combinação de controle mais rigoroso de custos, reorganização administrativa e fortalecimento das operações comerciais ajudou a alterar a trajetória financeira da companhia.
A liderança também passou por mudanças. Sybille Darricarrère Lunel assumiu o comando da divisão de moda, enquanto Lauren Edelman passou a liderar o negócio de beleza.
A estratégia envolve tornar a operação mais eficiente sem abandonar o posicionamento premium construído ao redor do nome Victoria Beckham.
Ao mesmo tempo, a companhia continua buscando crescimento internacional, especialmente em mercados considerados importantes para o luxo, como Estados Unidos e Oriente Médio.
Victoria Beckham prepara uma nova fase
Depois de anos em que o desempenho financeiro frequentemente dividia espaço com as coleções nas notícias sobre a empresa, o primeiro lucro operacional representa uma virada simbólica para Victoria Beckham.
Mais do que provar que uma celebridade pode lançar uma marca, o desafio sempre foi transformá-la em um negócio capaz de sobreviver independentemente da fama de sua fundadora.
Agora, com receitas próximas de £ 130 milhões e o primeiro resultado operacional positivo desde sua criação, a Victoria Beckham Holdings entra em uma fase diferente de sua história.
O próximo desafio será mostrar que 2025 não representou apenas uma recuperação pontual, mas o início de um modelo de crescimento sustentável — algo especialmente relevante em um momento no qual até grandes nomes do mercado global de luxo enfrentam consumidores mais cautelosos e um ambiente econômico menos previsível.
Fonte: The Richest
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