Parece uma bola de futebol, mas custa US$ 40 mil — e o motivo surpreende

Parece uma bola de futebol, mas custa US$ 40 mil — e o motivo surpreende
Parece uma bola de futebol, mas custa US$ 40 mil — e o motivo surpreende.

À primeira vista, poderia ser uma escultura criada para celebrar o futebol. Basta observar com mais atenção, porém, para descobrir uma engenharia muito mais complexa: dentro da esfera está um relógio mecânico formado por 882 componentes, com reserva de marcha de oito dias e uma maneira pouco convencional de exibir horas e minutos.

Batizada de The Football, a criação é assinada pela relojoeira suíça L’Épée 1839, pertencente ao grupo LVMH. Em vez de levar a alta relojoaria para o pulso, a marca transformou seus mecanismos em um objeto de decoração que reproduz as proporções de uma bola oficial de futebol.

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O preço acompanha a proposta: aproximadamente US$ 40 mil.

Segundo a Luxurylaunches, o relógio-escultura tem cerca de 8,6 polegadas de diâmetro — aproximadamente 22 centímetros — e pesa 4,2 kg. O resultado está muito distante de uma bola que poderia entrar em campo: trata-se de uma peça metálica concebida para ocupar lugar de destaque em uma coleção.

Uma bola formada por 882 componentes

A construção externa é uma das características que mais chamam atenção. A estrutura segue a conhecida geometria formada por 12 pentágonos e 20 hexágonos, composição associada ao desenho clássico das bolas de futebol e originalmente inspirada no satélite Telstar, lançado em 1962.

Na interpretação da L’Épée 1839, entretanto, essa geometria deixa de ser apenas estética. A estrutura funciona como uma espécie de exoesqueleto que permite observar parte da complexidade mecânica escondida no objeto.

A peça é dividida em dois módulos que se encaixam, enquanto a indicação do horário foi incorporada ao próprio desenho da esfera. Em vez de ponteiros convencionais, discos giratórios exibem as horas e os minutos.

O mecanismo também não fica completamente escondido. Na parte inferior, é possível acompanhar engrenagens e o escapamento trabalhando, reforçando o caráter de objeto cinético da criação.

Mecanismo funciona por oito dias

No interior da esfera está um movimento desenvolvido pela própria L’Épée 1839. Ele opera a uma frequência de 18 mil vibrações por hora, ou 2,5 Hz, e oferece reserva de marcha suficiente para manter o relógio funcionando durante oito dias.

Para dar corda, é necessário utilizar uma chave específica na parte superior da peça. O sistema mantém parte da experiência tradicional da relojoaria mecânica, mas em uma escala muito diferente daquela encontrada em um relógio de pulso.

Mais do que esconder a engenharia, a proposta é justamente colocá-la em evidência. O movimento exposto permite acompanhar visualmente o funcionamento da máquina enquanto o tempo avança nos discos integrados à estrutura.

Apenas 99 unidades de cada versão

A exclusividade também faz parte do projeto. The Football será produzido em quatro acabamentos diferentes: banhado a ouro, banhado a paládio e duas opções bicolores, uma delas com numerais pretos e outra com numerais dourados.

Cada versão terá produção limitada a 99 exemplares.

A novidade surge depois de outro projeto que aproximou futebol e alta relojoaria dentro do universo da LVMH. A L’Épée 1839 participou do desenvolvimento do Unity Time Object, peça única criada em colaboração com a La Fabrique du Temps Louis Vuitton.

Naquele projeto, uma bola-relógio decorada com diamantes foi apresentada dentro de um baú Monogram feito especialmente para a criação e posteriormente leiloada pela Sotheby’s em benefício da UNICEF.

Agora, The Football leva parte desse conceito para uma série limitada. Sem diamantes e sem a condição de peça única, o objeto preserva a ideia central: transformar um dos símbolos mais reconhecíveis do esporte em uma demonstração de engenharia mecânica e alta relojoaria.

Fonte: Luxury Launches

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